quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

A faculdade da vida

Penso que já referi aqui no blog que sempre tive amigos mais velhos do que eu. Aliás, ainda hoje dentro do meu grupo de amigos mais chegados sou a mais nova. Mas apenas em idade, atenção! Que o meu tamanho não permite andar debaixo do braço de alguém como se fosse uma mascote. :)
 
É, de facto, uma realidade! Esta de ter amigos mais velhos.
 
Por vezes dou comigo a pensar na mais valia deste facto. Porque não estou a meio da tabela ou porque motivo não me motivam os mais novos no relacionamento interpessoal. Mas chego sempre à mesma resposta. O saber de experiência feito serve-me de exemplo para as minhas escolhas. E só alguém mais velho que eu consegue dar-me isso. Pelas suas experiências de vida. Pelas suas aprendizagens.
 
É das pessoas mais velhas que ouço aquilo que quero ouvir. Não a título de conselho que eu não faço esse papel. Apenas se precisar. Mas a título de boa ouvinte. Nas conversas comuns, nos relatos, nas tertúlias, nos encontros, numa esplanada, em casa, numa festa. Ouço atentamente. Retiro, atentamente, aquilo que julgo que, um dia, poderá servir-me.
 
Não me sinto especial. Não me sinto um supra sumo nisto que é vida. Não acredito que nunca errarei ou que terei sempre sucesso. E por mais que estude na vida, por mais que adquira conhecimentos científicos, fundamentados, estruturados por grandes pensadores, não há outra escola que me ensine aquilo que preciso de saber. Apenas a faculdade da vida. E quem tem esse diploma? As pessoas que já viveram mais anos que eu. As pessoas que, por diversas circunstâncias da vida, vieram a tornar-se grandes exemplos de liderança, de sucesso, de tenacidade, de tolerância, de humildade, de honestidade. As pessoas que, por diversas circunstâncias da vida, passaram por uma viuvez, por um divórcio, pela perda de um filho, pelo desemprego, por uma doença.
 
Não somos mais do que aquilo que encerramos em nós. Somos seres indivisíveis. Não me esqueço disto. Por isso sei que a qualquer esquina da vida poderei deparar-me com qualquer circunstância. E não há nada melhor que beber o conhecimento, o saber de experiência feito, de quem já passou pelo mesmo.
 
E é a esta conclusão que chego quando penso nisto. Quando penso nesta tendência, que considero inata, de estabelecer relações profundas de amizade, respeito e consideração por pessoas mais velhas. Desde miúda que assim me vejo. E se, algum dia chegar a envelhecer, espero que essa diploma da faculdade da vida que irei obter com o viver dos tempos possa vir a ser útil a alguém.
 
Aos meus amigos que sempre que nos encontramos me enriquecem, um beijinho no coração. Desta vossa amiga mais nova. :)

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Flash's

De vez em quando tenho flash's de situações que vivi. Nos últimos dias tem sido sobre o homem aranha. Esse ser da ficção e criatividade literária que tem dominado, ultimamente, o discurso do mais novo.
 
Vem-me à cabeça com frequência o momento da noite de Natal em que ele abriu o presente do homem-aranha em cima de uma mota. A alegria foi tão grande que, meio tímido, meio envergonhado, meio sem jeito, tapou os olhos e disse:
 
- Obrigado mãe... acho que vou chorar...
 
Ficou tão emocionado. E eu também. Pela genuidade.
 
Pequenos nadas. Grandes alegrias.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Um bom arranque

"Oficialmente" arrancou hoje o ano de 2015 cá em casa. Regressámos aos trabalho, os miúdos regressaram à escola e notou-se também, através do telemóvel, o regresso à azáfama habitual. Mas arrancou bem, aparte a carrinha ter dado sinal de falta de óleo logo às 07.45 da manhã. Ah! E também não tinha água para limpar os vidros... (mea culpa)
 
Senhor meu marido levou o mais novo. Senhora Dona Cláudia levou a mais velha. Como habitualmente. E aproveitou para ir ver as notas que já estavam afixadas há alguns dias. Sorriso grande! De orelha a orelha, quando à frente do nome dela vi dois 5's e o resto só 4's. :) Quem me visse a sair da escola havia de pensar que me tinha saído o euromilhões. Já tinha ideia, é claro, de que seria este o resultado, mas ver ali tudo bonitinho encheu-me de orgulho. (Só assim mais um bocadinho) Dei-lhe um abraço e beijinhos e ela agradeceu dizendo Ó mããããeee!! Estamos na escola... :) Mas eu vi um sorriso escapar-lhe entre dentes.
 
No trabalho a coisa estava assim para o acumulado... mas ficou tudo em andamento. Cheguei com a pica toda e com a boa-vontade de todos resolveu-se o mais complicado. Amanhã é continuar na mesma onda. Mas hoje saí com a certeza de ter sido um dia muito produtivo.
 
O meu marido esperou meses por uma consulta que teve lugar hoje. Boas notícias. Nada de novo e inesperado. E isso é quanto baste! :)
 
O mais novo vai começar no karaté. Tratámos hoje disso, pois durante as férias não se calou. Mas com a promessa de não arranjar desculpas para se baldar à natação. Estava com um bocadinho de medo do regresso dele. Não fosse a saudade apertar na hora da despedida. O cantinho do lábio ainda tremeu um bocadinho. Mas foi forte, o moço, e fez-se à estrada.
 
Também foi um bom arranque por ter confirmado a minha presença no Encontro de Literatura Infanto-Juvenil da Lusofonia como autora. Será em Fevereiro e terá lugar aqui. :)
 
Como se não bastasse fui reconhecida na rua por causa do blog e, sobretudo, do meu livro. Confesso que foi estranho. Ter alguém a falar comigo sobre mim, sobre o meu trabalho e a minha escrita sem eu conhecer a pessoa de lado nenhum. Foi gratificante, sem dúvida! Mas pode ser que venha a acontecer como diz o poeta Primeiro estranha-se. Depois entranha-se.
 
Uma conversa boa, daquelas mesmo boas, ainda se ajeitou entre um afazer e outro. Foi com uma amiga minha de quem gosto, gosto, gosto. E foi tão bom termos falado. Assim. Como se o tempo tivesse parado.
 
Ainda pus óleo no carro e água limpa-vidros. Passei no supermercado, fiz o jantar, apoiei os banhos e as dormidas e agora uma pequena pausa das considerações finais do meu trabalho que comecei a redigir esta noite.
 
Foi um bom arranque. O melhor. Com a sensação de dever cumprido.
(Ah, é verdade. Para ajudar este espírito o marido hoje chegou cedo a casa. :) Será um presságio?)

sábado, 3 de janeiro de 2015

2015. Antevisão.

No último post partilhei o meu desejo para este ano que começou há 3 dias. Um desejo que exige muito de cada um de nós. Dependendo das situações, é claro, a coragem é algo muito, mas muito exigente. E necessária. E preciosa. Mas independentemente daquilo para que estamos destinados, independentemente daquilo que nos espera e daquilo que este ano me trará sem eu conseguir prever, há coisas que dou como certas e outras como mais ou menos certas. Continuando os astros alinhados como até agora. Por isso partilho esta antevisão.
 
Sei que me 2015 vou terminar a especialização que estou a fazer. Andei louca, com os cabelos em pé, com tanto trabalho. Pesquisas, textos para escrever, citações e linhas de pensamento para defender. Já estava destreinada. :)
 
Sei, também, que um novo projecto profissional espera por mim. Ainda estou a limar arestas com quem de direito, mas terá lugar em breve. Não é paralelo à minha profissão, ao que faço. É dentro da minha área. Mas tudo a seu tempo...
 
Neste ano também sei que vou viajar. Ui, que saudades eu tenho de viajar. Para fora de Portugal, é claro! Estou ansiosa!!
 
Também é certo que farei 38 anos de idade. A não ser que se dê um grande desalinho dos astros... (bati três vezes na madeira)
 
Vou ser madrinha! Sim, é verdade. Vou baptizar este bebé! Lembram-se? Se tudo correr como previsto, lá para o Verão termos post sobre isto. ;) Ah, a propósito do tema. Vou ter um casamento. Ainda não sei a data. Mas vai haver casório!! (Marido, mas um bailarico! Vai ensaiando!!)
 
Em 2015 vou escrever outro livro. Atenção que eu não disse "publicar". Disse "escrever". Isto porque vou começar uma nova aventura na escrita. Numa área diferente daquela que me conhecem. Vamos ver como corre...
 
A minha filha fará 11 anos, o meu filho fará 5 e o meu marido 44. Ui!! 44?!?
 
O Contos com amoras vai ter uma nova "roupagem". Vai mesmo! Que a malta gosta de lavar as vistas com coisas novas. E também acho que já está na altura... :)
 
Por fim, o que não tenho como certo, pois depende de outras factores e não directamente de mim, mas que julgo haver fortes possibilidades para que aconteça:
- ser tia
- mudar de carro (falei-vos aqui dele)
- remodelar uma parte da minha casa
 
Agora tudo depende... dos astros?? Não sei... Não sei do que depende. Sei aquilo em que acredito. E, para já, acredito que os ventos estão a favor para que esta antevisão venha a revelar-se uma realidade. Mas cá estaremos para ver como será.
 
E vocês? O que esperam para 2015?